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No poema ficou o fogo mais secreto
O intenso fogo devorador das coisas
Que esteve sempre muito longe e muito perto.


Sophia de Mello Breyner

pretérito perfeito.

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Quem sou eu.

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Beau Comme Le Soleil

Está escrito nas linhas das minhas mãos.

Rimazinha

14 de outubro de 2009

Vou fazer uma riminha
pro Eugênio que é pidão
Eu sou a sua amiguinha
e ele é meu amigão!
Essa rima tão pobrinha
que saiu da minha mão,
é pobre mas é limpinha
e eu fiz de coração!

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Ensaio sobre a sujeira.

13 de agosto de 2009

Não quero nem prever o resultado disso, porque posso ver muito pequeno o que não da pra medir.

O mundo está cada vez mais carente de valores essenciais. Infelizmente aqui no Brasil, valores pessoais, decência e dignidade são valorizados apenas no discurso. A moeda de troca e o valor do artista no mercado é muito mais baixo e a forma de tratar e de ser tratado é cada dia menos importante.
A relação de paternalismo e de apadrinhamento do Brasil colônia nunca deixou de existir, e é no meio artístico que isso funciona da forma mais retrógrada possível. Tanta falta de talento consagrada pela mídia é um desaforo pra quem se vê o oposto disso e sinceramente, não acredito que vá melhorar.
Por isso eu cansei. Não que eu não queira competir saudavelmente por um papel com alguém, mas pelo andar da carruagem, se eu não virar um daqueles ratos que lambem o chão por onde passam os bambambans, eu posso cantar, dançar e até levitar em qualquer teste, que de nada valerá.
É importate seguir, e deixar essas coisas para trás. Senão vira uma mágoa, um rancor, e a gente vai começar a agir como aqueles artistas aposentados que vão nos programas da tarde pedir emprego e mais uma chance.
Vou-me embora, provar o melhor do talendo que dizem que eu tenho. Dele pra mim mesma e ninguém mais. E quem quiser reconhecer, vai reconhecer. É assim que tem que ser.
Como podem achar tanto defeito em tão pouco tempo em alguém, e nenhuma qualidade?? Dor de cotovelo, inveja, insegurança. Não existe o cuidado de ser justo e ter discernimento ao julgar alguém. É um monte de auto-estima de merda reunida, que forma um país de merda, e não uma merda de país. Isso é ridículo, e é cultural.

Enquanto nada disso mudar, os medíocres vão continuar na frente. Afinal, ainda que lhes custe um esforço pessoal sem medidas, e algumas noites de angústia (ou não), eles sempre agradam a todos, com qualquer lixo, em qualquer palco.

E tenho dito.

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Lurdinha.

7 de agosto de 2009

Ê mulher danada pra fazer raiva e falta ao mesmo tempo...

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Cuidado, tinta fresca.

29 de junho de 2009

Como se faz pra falar "Não Toque" em Braile?

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Cadê o Michael??

26 de junho de 2009

Tá junto com o Elvis e o Sawyer, na ilha do Lost.
Agora vao saber se a bunda dele era branca ou preta.

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Aos 5.

17 de junho de 2009

Matheus já não me cabe nos braços
e escapa-me vez em quando,
embora medo do escuro, cama molhada
e rastro de suco em bigodes ausentes.

Em noites rompidas por sonhos ruins,
vem com seus pijamas já curtos,
joelhos puídos de foliar-se ao chão
e fica a olhar-me ha uns palmos abaixo de mim.

Travesseiro a postos e beicinho armado,
segue parolando baixinho
a escalar-me o colo e cá se instalar,
até entregar-se ao sono com cafunés e historinhas.

Já calça o 31. Tá comprido que só vendo.
Não me deixa mais dar-lhe banho
mas ainda consigo esfregar-lhe as costas
e pentear seus cabelos que já vão aos ombros.

Quer ser roqueiro, por isso os cabelos compridos.
Acha que já está crescido,
mas ainda lhe escapam palavras erradas
por grandes janelas entre os dentes de leite.

Está a espigar-se, o meu menino;
tão rápido quanto me chegam os anos.

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sábio Jão do Beco.

7 de junho de 2009

-Essa vida é foda!

-Foda seria se fosse bom, e a gente até goza no final.

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Reminiscências de um Benjamin.

20 de maio de 2009

Era minha, esta menina.

A mais nova aquisição de Madame Zuma, era ainda moça donzela quando veio pra mim. Despia muitas formosuras , mas de nenhum homem sequer eu sabia em sua vida pregressa. Nem pecados tinha... não caberia em tão breve existir dos seus dezesseis. E eu, que nunca fui de descaminhos, vivia num sonho abrasado, na inteireza do tudo, ou do nada que era.

Sempre embriagada, esta menina.

Costumava ler para mim. Nua. Levantava-me os olhos negros, umedecia os lábios, sorria-me e prosseguia com seus dizeres lindamente sem rumo. Um descuido, e punha-se a cantarolar sozinha, distraída de mim. Transformava tudo em poema, até conversas desfiadas. Fazia graça com as palavras...

Era doce, esta menina.

Quando ela cravou as unhas na minha pele, foi com gentileza. Mas ardeu. Foi como me revirar do avesso e sentir um ar gelado rasgando as minhas entranhas. Sangrava uma alegria dolorida enquanto seu corpo saía do vestido num desembrulhar macio de prenda. Colo largo, seios imaculados e curvas eficientes...
Perdi-me muito tempo em seus encantos; a vi crescer em meus braços, contemplando seus amanheceres, que eram só meus.

Foi de menina à moça numa distração de segundos. E eu a cuidar-lhe os passos e a seguir-lhe o olhar curioso e desnudo que impelia por onde passava. Era perdê-la de vista, que já me punha a pensar em seu corpo noutros colos. Cerquei-a de vigília constante, finquei-lhe algemas ao peito e fui aos poucos asfixiando o que lhe restava de ar...

Sofria de desencanto, esta menina.

Saiu de mim a buscar por zêlo estrangeiro. Escorri lágrimas à sua pele já um tanto acostumada...
-Apieda-te de meus erros!
Mas havia ali um cansaço:
-Poupa-te o pranto, que me é desnecessário...

E se foi... sem marcar a volta. Ali mesmo eu fiquei, agarrado à porta, com as pernas rijas de sustentar a minha culpa.

Era minha, esta menina. Seguramente minha.

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É comprovado:

Quando dois corpos se atraem, são mais passíveis de morte de saudade.

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O meu peito aqui proclama, a saudade desta dama a quem dou meu poetar.

18 de maio de 2009

Eis que chega
esta menina,
que em meu leito é
peregrina, e
faz-me os gestos
deslumbrar.

Dança em mim,
o passo solto,
despe a roupa,
e nasce o corpo
que esconde
o borbulhar.

Em meu leito
abstinente,
faz-me amor
inconsequente
até, exausta,
culminar.

Há calor, há
novo viço,
todo o riso,
e o velho vício
do meu sono,
a demorar.

Recompondo
a vestimenta,
bem de longe
ela contempla
o meu leve
aconchegar.

Leves passos
na partida.
Mãos caladas,
estendidas,
campeando
o caminhar.

Vai-se embora
a dita moça.
Vou chorar pra
que ela ouça
a solidão
do meu amar.

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Acalanto.

15 de abril de 2009

É o sossego de não mais tropeçar
nas lembranças amontoadas no chão,
e naquelas saudades tão doídas
espatifadas pelo meu caminho,
que me anoitece a cada dia.


O amor que morava apertado,
num espacinho entre nós dois,
agora já pode se espreguiçar.

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12 de abril de 2009

Agora anda, Rebeca, levanta, coloca logo esse coração pra funcionar... Seilá, passa um óleo, dá uma lustradinha, mas faz alguma coisa senão ele enferruja!

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amenidades

11 de abril de 2009

Melhor é quando o cara fala safadeza. esse papo de ‘fazer amor’ é coisa de bicha.

Hahaha a frase não é minha, mas ja ri muito lembrando dela hoje...

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10 de abril de 2009

As palavras me estão mancas...


(me demoro, mas nao falto.)

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so weit...

15 de março de 2009

meine leben,

warum sich entfernen müßen, was man so liebt? so ist es mir mit dir, dir mit mir... aba wären unser Herzen imer dicht an einander, hätte ich keins.

ich bin ewig dein, du weißt...


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